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"Devo deixar de fumar mas não consigo"
"Como hoje já comi um bolo amanhã começo a minha dieta"
"Sei que devo ir trabalhar, mas não consigo"
"Que chatice, tenho que terminar este trabalho"
"Só mais um jogo e começo a estudar!"

Identifica-se com estas ideias?!? Provalmente, existe uma grande tendência para procrastinar. É possível afirmar que a maioria das pessoas já procrastinou algumas vezes sobre determinadas tarefas, pois nem sempre gostamos de fazer o que deve ser feito ou nem sempre temos ânimo para concretizar as tarefas.
Isto é algo natural e normal, mas quando a procrastinação começa a surgir com muita intensidade e frequência, vai influenciar negativamente o nosso dia a dia e os sucessos futuros, bem como o bem estar emocional. Perdemos tempo e muita energia, promovendo sentimentos de culpa, frustração, desvalorização e desilusão.
O primeiro passo para conseguirmos lidar com a procrastinação é saber identificá-la. Quando não conseguimos terminar um trabalho que tem de ser entregue dentro de dois dias, e em vez disso, a pessoa fica a ver televisão, pode ou não ser procrastinação. Se a pessoa não consegue relaxar ou sentir prazer por estar a ver televisão e, se sente culpada, mas mesmo assim não consegue desligar o televisor e ir concluir o trabalho, está a procrastinar. Se a pessoa até consegue sentir prazer no momento em que está a ver televisão mas depois emerge o sentimento de culpa, continua a ser procrastinação. Por outro lado, se a pessoa tem uma sensação de bem estar e conforto e sem necessidade de terminar o trabalho, já não corresponde a uma situação de procrastinação.
A atitude de procrastinação é uma das grandes causas do insucesso profissional e académico, é igualmente, um grande factor de sofrimento e de conflito interno para o próprio. Na maioria das vezes também potencia conflitos com os outros, especialmente quando existe alguém que fica aborrecido pelo facto da pessoa estar a adiar as tarefas.
A procrastinação é causada por fatores internos, como os nossos pensamentos e atitudes, mas também por situações externas que estão relacionadas com a relação que temos com os outros.
Para enfrentarmos este comportamento temos de começar a concretizar a tarefa, para produzirmos mais vontade de fazer. Assim, primeiro, é importante começarmos por fazer alguma coisa!
No entanto, muitas vezes nos questionamos sobre o que vem primeiro: a motivação ou a ação?
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Isa Silvestre
*Psicóloga Clínica
*Autora do Livro: Gerir 1 Ano de Stress
2 jan 2017

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